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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mainá


Foto:  Jnarin


Origem

De origem asiática, a maioria dos Mainás se reproduz na natureza com fartura. Vive em países como a Índia, Malásia, Vietnã, Indonésia e Tailândia, onde há uma indústria de coletores. Por esta razão sua criação comercial em cativeiro ainda é pequena, e poucas pessoas sabem reproduzi-la. Dependendo da variedade e de estar ou não amansado, pode custar de R$400,00 à R$1.000,00.

O Mainá, macho ou fêmea, aprende mais rapidamente que os papagaios. A regra para ensiná-los a falar é ser persistente. Depois das primeiras palavras, é rápido com as próximas e continua a aprender enquanto as aulas prosseguirem.

Uma idade boa para ensiná-los a falar é com 43 dias, quando já comem sozinhos. Não é recomendável comprá-lo recém-nascido, devido aos cuidados diários freqüentes e a sua vulnerabilidade. Ensina-se o filhote na mão, dando comida no bico e repetindo a palavra que se quer ensinar.

Recomenda-se não deixá-lo junto à outro Mainá na época de aprendizado. Seus sons podem retardar ou mesmo impedir o treinamento da fala.

O Mainá bem treinado é um companheiro agradável, capaz de oferecer anos de entretenimento. Não grita como araras e papagaios. Mas, se recebe treinamento inadequado, pode incomodar as pessoas à uma boa distância com seus berros. Nesse caso, re-treinar é muito difícil, sendo recomendado usá-lo somente na reprodução.

Foto: Arunkumud


Para mantê-lo ligado à gente, é preciso ter um contato diário, caso contrário torna-se independente e tenta voar com freqüência. O Mainá manso deve ser mantido sob supervisão, devido ao perigo de acidentes causados por sua curiosidade natural e sua ausência de medo.

A disposição não o abandona nem mesmo na gaiola. Pula de um poleiro ao outro e se diverte com brinquedos.


Como cuidar

Na natureza o Mainá prefere matas fechadas. É uma ave onívora, come de tudo. Portanto, variedade de alimentos é importante em sua nutrição. Um casal de Mainás em fase de reprodução, pode ser alimentado com uma xícara de comida por dia. A metade dela você enche com ração para Mainás. Complete a outra metade com alimentos diversos, que são misturados à ração, cortados em pedaços pequenos, variando no dia a dia. São eles:

Fruta fresca: mamão, banana descascada, maçã, abacaxi, uva, etc. e as silvestres (pitanga, amora, pequi etc.); Legumes cozidos no vapor: grãos de milho, cenoura, ervilha, feijão, abóbora, inhame, nabo, brócolis, couve-flor, batata, quiabo, pepino; arroz e macarrão cozido; farinha de aveia; pão de trigo; creme de amendoim; ovo duro; queijo com pouca gordura; iogurte desnatado; frango cozido; pedaço de atum enlatado em água; carne em pedaços.

Além disso, deixe à disposição um recipiente com suco de fruta 100% puro, outro com água e outro com alimentos vivos (tenébrios, por exemplo). Os alimentos devem ser retirados no final do dia. Ao observar a ocorrência de acasalamentos, aumente as porções, principalmente dos alimentos vivos. A presença de alimentos vivos é um estímulo ao início das atividades reprodutivas.

Com boa alimentação e cuidados adequados, o Mainá vive em média 15 anos. No inverno deve ter um abrigo à disposição para evitar resfriados e pneumonia. No verão, sombra, para prevenir estresse devido ao calor. Precisa ter um cantinho só dele. Nela eles procuram isolamento por breves períodos durante o dia. A higiene é fundamental à saúde. Diariamente ofereça uma banheira para ele tomar banho. Após o banho, seque a gaiola.

O ideal para um Mainá de estimação é uma gaiola individual. Recomenda-se que seja bem espaçosa, dando preferência ao seu comprimento (tem que ser grande, pois ele salta mais que voa). O fundo da gaiola deve ser forrado por jornal, trocado diariamente. Os poleiros devem ser feitos de galhos de árvores de tamanhos variados, mas não em número muito grande, pois machucariam as asas do Mainá.

Os Mainás mansos se reproduzem normalmente. A reprodução ocorre aos três anos. O casal deve ficar junto desde a primavera. Incomodar o mínimo é fundamental para o sucesso da criação. Caso contrário, ele pode abandonar os ovos ou matar os filhotes.

Coloque diariamente materiais para a forração do ninho (galhos, palha e folhas), até começar a postura dos ovos, que são em número de três, chocados pelo macho e pela fêmea por duas semanas. Macho e fêmea alimentam os filhotes. Não deixe faltar frutas e alimentos vivos nessa época. Os filhotes começam a comer sozinhos aos 42 dias, quando podem ser separados dos pais.


Para saber mais

New Zeland Birds

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Lóris



Características

Esse grupo de psitacídeos reúne aves muito coloridas, velozes voadoras que se alimentam de flores no topo das árvores. A ponta da língua, áspera, é utilizada para lamber pólen e néctar. Os Lóris usam a visão para encontrar o alimento, e costumam viajar longas distâncias para alcançá-lo. Vivem na Austrália e na Região do Pacífico.

Têm os pés muito móveis, única característica no mundo das aves. Os pés, também usados para escalar árvores, têm quatro dedos - dois dirigidos para a frente, dois para trás. São cobertos por grossas escamas, para que a ave tenha maior aderência aos galhos.

São uma das poucas aves que comem pólen e néctar e o único psitacídeo com essa característica. Tal característica surgiu em razão da grande disponibilidade de flores no seu habitat natural, as Ilhas Oceânicas. Desenvolveu uma língua comprida para poder introduzi-la nas flores e pegar o néctar. Têm protuberâncias rugosas na ponta, como escovinhas, que eriçadas recolhem o pólen.

As frutas complementam sua alimentação. Alguns comem também insetos, mas em menor quantidade. Esses têm a língua mais curta, com escovas pouco desenvolvidas e bicos mais fortes para comer melhor sementes e extrair os insetos das cascas das árvores.






Comportamento

É considerado o mais alegre e o mais ativo dos psitacídeos, uma família numerosa, que abriga os papagaios, araras e periquitos. Esse comportamento cheio de vida é motivado pela necessidade da espécie de se movimentar muito na natureza à procura de seu alimento predileto: o néctar e o pólen das flores. Ao contrário das aves que se alimentam apenas de grãos, o Lóris não consegue estocar comida no papo e a quantidade de pólen e néctar nas flores é pequena, obrigando-o a visitar diversas para recolher um suprimento diário adequado.

Essas aves passam boa parte do dia em árvores. Um dos poucos motivos que o faz ir ao chão é o desejo de se banhar. Em dias de chuva, se divertem voando entre as folhas úmidas.


Como cuidar

Em casa ele não sossega, nem na gaiola. Sobe nos outros, rola pelo chão, se pendura com o bico no teto, anda nas grades laterais. Se o Lóris tiver à disposição brinquedinhos especiais para aves, como sinos, balanços, correntes e cordas, faz muita folia.

O Lóris se torna manso. Se alimentado na mão fica mais ainda! Sobe nas costas e nos ombros do dono e deita de barriga para cima no colo dele. Ele também consegue aprender algumas palavras, mas não as pronuncia tão bem quanto o papagaio e sua voz é mais aguda. Para que aprenda a falar, deve ser criado sozinho, sem o contato com outros pássaros.

A beleza do colorido intenso e brilhante do Lóris pode ser apreciada em viveiros comunitários, já que muitos são sociáveis. Mas deve-se colocar a mesma quantidade de machos e fêmeas e colocar todos juntos (de uma vez só) no viveiro, para não haver brigas nem disputas por comida e território.

O Lóris que vive em casa deve comer frutas, mas não precisa do pólen nem do néctar, que podem ser substituídos por outros alimentos.

Para mantê-lo dentro de casa é preciso aprender a lidar com a higiene ao redor da gaiola. Como seu sistema digestivo é adaptado às refeições líquidas, ele joga os seus excrementos de forma mais aquosa em comparação às outras aves e os espirra a uma distância de até 30 centímetros, que pode sujar também fora da gaiola.

Para manter limpo em volta da gaiola, siga essas dicas:
- Quanto mais ampla, melhor.
- Motive a ave a ficar mais em poleiros, colocando diversos, para ele ficar menos nas grades laterais e sujar somente o chão da gaiola. Mas não exagere nos poleiros para não prejudicar a movimentação.
- Proteja as laterais perto da parede com plásticos. Se preciso, forre também o chão externo.
- Engrosse a papinha de frutas se ele aceitar, que torna os excrementos menos líquidos.

Dê sempre a dieta completa. Não se deve dar somente sementes e grãos para o Lóris com o desejo de tornar os excrementos ainda mais sólidos. Pode provocar o enfraquecimento da ave, dificuldade de procriar e a morte do Lóris.

Como gosta de tomar banho, se o seu comedouro tiver uma abertura muito grande, pode entrar e tomar banho na comida. A saída para mantê-lo limpo é ter um comedouro pequeno o bastante para que o Lóris não entre nele. Quanto à banheira, deve ser espaçosa e colocada diariamente, apenas no período da manhã. Do contrário, pode abusar do banho e pegar doenças respiratórias.



Diariamente troque a água do bebedouro, limpe os poleiros, gaiolas e viveiros. Substitua a comida duas vezes por dia e retire-a de noite para não azedar. Coloque a banheira com água (para ele tomar banho) longe dos poleiros, para evitar a queda das fezes e da comida.

A alimentação do Lóris deve seguir a seguinte receita: 1 litro de papa de 5 frutas (exceto abacate) batida no liquidificador com água, com consistência não grossa (ele prefere mais líquida). Acrescente 4 colheres (sopa) de farinhada, que pode ser preparada com uma parte de Neston + 1 parte de aveia + aminoácidos e vitaminas, ou ofereça uma já pronta na forma de ração para Lóris, encontrada em alguns pet shops. A papinha acrescida à farinhada deve ter a mesma consistência de uma vitamina de frutas. Ofereça duas vezes ao dia, tem que trocar p/ não azedar, e retire à noite. Não coloque em baixo de poleiros para ele não sujar a comida os dejetos. Para os filhotes tem que amornar a papinha. Água à vontade.
Condições ambientais ideais:
-Evite o excesso de umidade porque pode causar problemas respiratórios.
-Evite também ambiente seco demais (abaixo de 30% de umidade) para não tornar a eclosão dos ovos baixa.
-Como o Lóris vem de regiões quentes, não suporta frio abaixo de 5ºC


Para saber mais

Parrot Cages

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Calopsita



Origem

Originária da Austrália, é um Psitacídeo da família das Cacatuas. Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão. Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia.


Características

Com sua beleza exótica destacada pela crista ereta, a Calopsita ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos.

É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É resistente à doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice.

Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a Calopsita dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que precisa além de serem simples já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura.

O fato de o macho e a fêmea diferirem fisicamente na maioria das mutações auxilia muito quando se pretende formar um casal. A Calopsita também é uma ótima mãe. Não é daquelas que rejeitam chocar os ovos ou cuidar dos filhotes e acabam por transferir ao dono parte das tarefas da maternidade. Muito pelo contrário.

Até na dieta a Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por ração e sementes, que se encontram com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras.




Diferenças entre machos e fêmeas
Padrão Normal: Macho tem cabeça amarela e crista amarelo mais forte.
Padrão Canela: Macho mais escuro.
Padrão Pérola: O macho maduro perde quase totalmente o perolado.
Padrão Lutino: Macho não tem estrias amarelas na face inferior da cauda.
Padrão Cara Branca: Macho tem cabeça branca.
Padrão Arlequim: Macho não tem listras e nem estrias amarelas na cauda.
Padrão Fulvo: É um dos padrões em que é mais difícil notar o dimorfismo. Via de regra, a fêmea tem cores mais brilhantes.
Padrão Cara Amarela: A principal diferença é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho.
Padrão Prata: Diferencia-se da mesma forma que o padrão normal.

Originária da Austrália, na natureza a Calopsita é cinza com as bordas das asas brancas, bochechas vermelhas, crista amarelo – acinzentado nas fêmeas e amarelo nos machos, que também apresenta a cabeça dessa cor. É o que os criadores chamam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos.

Padrão Canela: Parecido com o padrão Normal, mas difere na cor do corpo, que é marrom em vez de cinza, e na tonalidade mais clara das pernas e dos olhos.

Padrão Pérola: De forma geral, apresenta na cabeça duas manchas vermelhas laterais, as faces são amarelo salpicado de cinza, a crista amarela é riscada de cinza, as penas das costas podem variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza com faixas amarelas. A cauda é amarela, o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza.

Padrão Lutino: O branco predomina no corpo. Os olhos são vermelhos, os pés rosados, a crista amarela, o bico marfim, a cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e na cauda também há um pouco de amarelo.

Padrão Arlequim: Padrão bem variável, pode ser parecido ao padrão normal ou até apresentar pouquíssimo cinza e, sim, o amarelo – claro. A cabeça é amarelo – forte, bochechas vermelhas e crista amarela.

Padrão Cara Branca: As cores dominantes são o cinza – escuro, o preto e o branco. O macho tem cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas.

Padrão Fulvo: Semelhante ao padrão canela. A cor predominante no corpo é o canela – pálido com manchas de amarelo – suave e com a face amarelo forte. Os olhos são vermelhos.

Padrão Prata: Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Na recessiva, os olhos são vermelhos e o cinza do corpo é prateado. As demais características são iguais à do padrão normal. Na dominante o tom do corpo é prateado – pastel. Os olhos são pretos, as pernas cinzas e as faces e a crista são amarelo-forte.

Padrão Cara Amarela: Ainda não há notícia de sua existência no Brasil. É muito semelhante ao padrão silvestre. A principal diferença é a cor da bochecha. Em vez de ser vermelha é amarela.


Comportamento

São pássaros médios que requerem muito tempo e muita atenção, mas isso não significa que você se desfaça dele para adquirir outro pássaro. Você realça sua família com esse pássaro. A Calopsita geralmente mede 30cm de comprimento e pode viver bons vinte anos, se for bem cuidada, com dieta balanceada e atividades. Sua dieta consiste de sementes, frutas frescas e muita água fresca. Não é inconveniente, é um pássaro reacionário. São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos períodos de tempo. Uma coisa sobre elas é que, como todos os pássaros, elas podem lhe bicar.

Calopsitas podem assobiar e falar. Alguns especialistas dizem que elas podem apenas ou falar ou assobiar e outros especialistas dizem que elas apenas podem assobiar, não conseguindo falar. Mas isso varia de exemplar para exemplar. Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensinar suas calopsitas a falar. É um dos pássaros perfeitos para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. São divertidos e leais ao bando, do qual o dono passa a fazer parte.

Extremamente pacífica e dócil, seja com outras aves ou mesmo com seres humanos. Ela não é nada agressiva e se o viveiro não for muito pequeno, convive bem inclusive com aves menores. Mesmo sendo maior que os outros habitantes de um viveiro, a Calopsita não tenta dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.

Com pessoas, a relação também é amigável e participativa. É um bicho de estimação para toda a família. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. A única recomendação sobre o convívio entre Calopsitas e humanos é em relação à crianças pequenas e pouco acostumadas a lidar com aves. É preciso orientá-las para evitar que machuquem as Calopsitas caso as peguem na mão e também para que não as estressem com atitudes bruscas, como bater no viveiro ou gritar muito alto. Atitudes como essas deixam as aves apavoradas e desconfiadas com pessoas.

Calopsitas adoram assobiar – especialmente os machos. Quando se assobia para uma Calopsita, ela normalmente responde e inicia uma simpática “conversação”. Aprendem até a assobiar músicas. Ainda que não seja o forte da espécie, a Calopsita pode aprender a falar. Com muito treinamento é possível que emita pelo menos algumas palavras.




O estilo dócil e interativo da Calopsita permite que ela tenha um convívio extremamente próximo aos donos. Se acostumada desde pequena ao contato com o homem, ela aceita ser pega na mão e ficar no ombro. Ainda que muitos criadores não recomendem criar a Calopsita solta, pois temem que seja pisada por alguém ou atacada por algum outro bicho, há muita gente que opta por isso, pelo menos por um tempo.

Ativa e brincalhona, a Calopsita parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira. É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. Mas, mesmo sendo adepta de muitas brincadeiras, as Calopsitas não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que usa.


Como cuidar

Instalação: Opção de gaiola para um casal – 1m X 0,4m X 0,5m (comprimento, largura e altura). Opção de viveiro para dois casais ou apenas um, se o objetivo for procriar – 3m X 1m X 2m. Em ambas as opções a Calopsita reproduz, mas deve-se preferir o viveiro por ser mais espaçoso e confortável. Use tela galvanizada com malha de cerca de meia polegada e fio 18.

Alimentação: Diariamente – mistura de alpiste (20%), painço (50%), arroz com casca (15%), aveia (10%) e semente de girassol (5%). Fatias de pão duro à vontade. Uma a duas vezes na semana – maçã em pequenos pedaços e verduras, como espinafre, chicória, almeirão ou couve.

Alimentação dos filhotes: A mesma dos adultos, acrescida de milho verde diariamente.

Reprodução: Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas, quando os alimentos são mais abundantes. Em cativeiro, a reprodução ocorre o ano todo. Faz seu ninho em buracos já existentes no tronco das árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água.

A Calopsita reproduz tanto se estiver em viveiro coletivo como se estiver apenas um casal no ambiente. Esta última opção é a mais simples e portanto a mais recomendada. A idade mínima para o acasalamento é de um ano. A Calopsita está apta a reproduzir o ano todo, mas o mais comum que o faça durante a primavera e o verão. O ideal é que não acasala mais de duas vezes ao ano, pois desgasta as aves. Instale na tela da gaiola ou do viveiro um ninho de madeira tipo caixa, medindo cerca de 35cm X 20cm X 20cm (não há necessidade de oferecer material para forração). O macho se exibe para a fêmea, levantando a abaixando a crista, cantando e abrindo as asas. Então ele entra no ninho e a fêmea o segue. Durante cinco ou dez minutos, o macho esfrega a cloaca na da fêmea, que emite um som contínuo e baixo. Durante vários dias, o episódio pode repetir. A postura costuma se iniciar de uma a duas semanas após a união do casal. Normalmente são botados uma média de cinco ovos, com intervalos de cerca de dois dias. A incubação dos ovos varia de 17 a 22 dias. O macho deve permanecer com a fêmea, pois a ajuda a cuidar dos ovos e dos filhotes. Com oito semanas de vida, os filhotes devem ser transferidos para o “viveiro de filhotes”, que deve ser mais espaçoso que o dos adultos para permitir bastante exercício de vôo. As dimensões podem ser de 4m X 3m X 2m.


Para saber mais

Familia Pet
My Pet

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cacatua



Características



Pertence à família dos psitacídeos, que reúne cerca de 330 espécies. Barulhenta e colorida, a cacatua tem bico encurvado e pés com grande capacidade de movimentação, usados para andar, trepar em árvores e levar comida à boca.São psitacídeos grandes, dotados de um penacho que é erguido em exibições de corte. Encontradas apenas no Sudeste Asiático e na Austrália, são especializadas em comer sementes e quebrar nozes. Se reúnem em grandes bandos. Têm cauda curta. É um dos poucos psitacídeos totalmente brancos, mas existem outras variações de cores, menos conhecidas. Alimentam-se principalmente no solo. 

Asas: As cacatuas são boas voadoras. Suas asas são afiladas ou arredondadas. Quase sempre voam em bandos ruidosos, que podem ter desde pares até centenas de aves.

Bico: Se alimentam basicamente de vegetais. Usam o bico para quebrar e abrir sementes e nozes ou para morder frutos. A maxila superior, maior que a inferior, tem relativa mobilidade. Termina em um gancho pontudo, que utiliza para se alimentar e escalar. A língua costuma ser grossa e áspera. 

Pés: Usam-nos para pegar comida e levá-la à boca. 

A Cacatua Rosa é grande, gulosa, curiosa e, quando não está disposta à brincadeiras, não hesita em bicar o dedo do "colega". 

A Cacatua De Penacho Amarelo tem 50 centímetros, se alimenta de Fitófaga; frutos, rebentos, sementes que apanham no solo, folhas etc. e põe cerca de 4 a 5 ovos que serão incubados por aproximadamente 30 dias. É uma das poucas aves que não apresentam marca facial. Sua íris escura, seu bico negro e o amplo penacho amarelo oferecem um grande contraste com sua plumagem branca. 

A Cacatua de Cauda Vermelha proporciona um exemplo das espécies com plumagem escura.

A Cacatua gang-gang se encontra no extremo Sudeste Asiático, tem corpo cinzento e cabeça com algumas penas dobradas para cima, é uma das espécies que tem a cabeça vermelha e um penacho muito pequeno

A Cacatua das Ninfas tem o aspecto muito diferente das outras cacatuas, está amplamente distribuída por toda a Austrália, ausente em regiões costeiras apenas. Cor geral cinzenta, asas brancas, cauda muito curta, penacho amarelo; esta cor estende-se às faces, onde existem uma mancha vermelho – alaranjada. As fêmeas e os mais jovens tem tons mais diluídos. É a menor das cacatuas, atingindo apenas 30 centímetros.




           



Como cuidar

Antes de comprar uma cacatua é preciso saber que todas elas são ativas por natureza e, quando estão encorujadas no poleiro, certamente estão com algum problema. 

Na cabeça é preciso verificar se os orifícios nasais estão desobstruídos; qualquer bloqueio indica infestação por microorganismos, que podem prejudicar sua função respiratória. A respiração deve ser ritmada; qualquer esforço indica problemas, que podem ser fatais, como os cardíacos. 

O bico não pode apresentar deformações. As cacatuas podem desenvolver excessivamente o bico superior, que interfere na alimentação, e requer cortes periódicos feitos pelo veterinário. 

Ácaros também formam escamas nos bicos. Começa geralmente no bico inferior e, mesmo sendo fácil de remover, pode se espalhar para todas as outras aves do viveiro. 

São bastante suscetíveis em desenvolver com facilidade a doença do bico e das plumas, que determina a quedas e expõe a pele a infecções mais sérias. 

Se o seu peito estiver muito pronunciado e dos lados muito afundados, significa que perdeu peso, que indica alimentação insuficiente ou inadequada, infecções por fungos entre outros. Depósitos de excrementos na cloaca (por onde saem as fezes) indicam transtornos intestinais. 

Nunca adquira de coletores clandestinos. Além de ser ilegal, a ave está estressada e dificilmente sobreviverá, devido aos maus-tratos que sofreu no transporte. 

É preciso ter um viveiro para acomodar adequadamente uma cacatua, devido ao seu grande tamanho. Elas adoram descascar os poleiros, atividade que evita o crescimento excessivo do bico e as mantém quietas e entretidas. Ofereça alguns brinquedos, para deixá-las mais tranqüilas. 

No inverno, dentro do viveiro, será necessário a instalação de esconderijos, para que possam se proteger do frio. O viveiro deve ser instalado corretamente, evitando correntes de ar, que provocam pneumonia, e também tem que ter partes de sol e sombra. 

Ao cuidar das aves as mãos dos donos devem estar muito limpas. Por isso, fumante precisam lavar muito bem as mãos, para evitar intoxicação das aves. 

As plantas devem ficar longe de seu alcance, porque elas adoram bicá-las e algumas podem ser venenosas. Podem inclusive derrubar vasos pequenos.

Os restos de comida perecíveis (folhas, frutos e legumes) devem ser retirados da gaiola no fim do dia, porque se estragam com rapidez e atraem muitos insetos. A água de beber deve ser trocada diariamente e a banheira com água (para a ave se banhar) deve ser retirada logo após o banho das mesmas, para evitar que caiam excrementos e alimentos que sujam a água e evitar que a ave beba desta água suja. 

O piso da gaiola deve ser trocado diariamente com papel–jornal. Em boas condições, as cacatuas têm grande longevidade: podem viver de 40 a 50 anos, com a mesma vivacidade de uma ave jovem.


Para saber mais

Cães e Cia on line
Saúde Animal



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