sábado, 1 de outubro de 2011

Cavalo Irish Draught



Origem
No início a agricultura de milho e os rebanhos de gado eram as mais importantes formas de sobrevivência, as colheitas geralmente não necessitavam do uso dos cavalos. Ao invés disso, um ativo e resistente tipo de cavalo era necessário, e este podia também ser usado na guerra por seu dono. Acredita-se que este cavalo tenha sangue espanhol, e foi chamado de “Hobby”, provavelmente o ascendente do Draught.

O ancestral do Irish Draught Horse era um cavalo pequeno, usado nas fazendas tanto para caça quanto para andar na cidade.

Entretanto, hoje o Irish Draught é visto como uma raça com mais qualidades. Na Inglaterra ele é muito usado por ser um excelente cavalo usado nas caçadas.

A raça existe há cerca de um século ou mais, já que seus registros se perderam em muitas ocasiões. Durante os períodos de pobreza e fome na história da Irlanda, muitos criadores deixaram de registrar seus animais.

Levou muitas horas para os entusiastas do Irish Draught Horse começar a registrar de novo os exemplares. Eles achavam que centenas desses cavalos foram para outras casas toda semana e muitos poucos ficaram para serem registrados novamente.




Características

Tradicionalmente, o Irish Draught Horse era um cavalo de fazenda na Irlanda e também era capaz de ser usado na caça e na montaria. Ele puxa carroças, anda nos campos e é capaz de manter sempre o mesmo ritmo nas caçadas. O cavalo deve ser dócil, forte e econômico de ser mantido. 

Este cavalo tem um belo porte de cabeça e pescoço com olhos grandes. Os pés devem ser como os de cavalos de caça e não como os de corrida (mais leves). Os pés são um dos pontos mais importantes e a razão é que o Irish Draught Horse é uma raça feita para saltar, tendo que ter pés fortes.

Todos os cavalos na Irlanda podem ter um Registro Irish Horse: eles são inspecionados e os aprovados recebem o número do registro no seu “pedigree”.

Os registros possuem um selo e uma assinatura na última página, indicando que o cavalo passou na inspeção.



OSSATURA: Ossatura forte e limpa.

TIPO E CARÁTER: É um cavalo poderoso com substância e qualidade. Tem um porte magnífico, com pouca gordura e com as costas e patas fortes. Sua constituição é excepcionalmente forte. É inteligente e gentil por natureza e é notado por sua docilidade. 

CABEÇA: Olhos de expressão atrevida bem separados, do lado da cabeça. Cabeça deve ser graciosa, nariz romano é permitido. 


Comportamento

Os Cavalos Irlandeses Draught são, em sua maioria, cavalos de competição, dentre elas: exposição, hipismo e muitos eventos. Esses cavalos também são usados para caçadas por séculos, por ser resistente, forte e ter um bom pulo. Entretanto, seu excelente temperamento também o tornam ideais para iniciantes. Infelizmente, devido ao cruzamento dessa raça com outras, os números de exemplares puros é pequeno. Mas os irlandeses estão batalhando para reverter este quadro.

O Cavalo Irlandês Draught é o resultado de muitos acasalamentos entre raças. É um cavalo poderoso, ativo, com substância e qualidade. Possui muita inteligência e é naturalmente gentil, é consagrado por sua docilidade.


Para saber mais

The Irish Draught Horse Society of North America
BenMar Farm
Vaquejadas.com
Irish Draught Horse Society of Great Britain




Como limpar xixi de um tapete ou do carpete

Retirar o excesso de xixi com papel absorvente, ponha um pouco de vinagre branco. Ponha maisena em cima da mancha e espere secar por 3 ou 4 horas. Retire com aspirador de pó.

Fábula japonesa

Uma fábula japonesa conta que um gato matou a "favorita" do príncipe de Hizen, tomou sua forma e, enquanto ele dormia, sugou-lhe o sangue. No folclore japonês, todos os gatos são inteligentes, mas os maus são facilmente identificados por suas caudas duplas.

Dogue de bordeaux ou dogue de bordéus




Origem

São muitas as teorias que cercam a origem desta raça. De acordo com os cinéfilos franceses, ela é uma das raças mais antigas do país. Outros defendem que ele é descendente dos mastins levados à Europa pelos alanos, povo oriental, e que destes cães teriam resultado além do dogue, o dogue alemão e o mastim da Inglaterra. O importante é que independente de suas origens ela é uma raça admirável e cheia de qualidades.




Características

Muito musculoso, mais ou menos baixo, ele é um verdadeiro colosso, mas muito harmonioso. Seu focinho é quadrado e curto. Sua cabeça grande chama a atenção pelas rugas que apresenta. Seu aspecto é imponente e feroz.

Porte: grande
Altura: de 59 a 69 cm
Peso: de 45 a 65 kg
Pelagem: pêlo fino, curto e suave.
Cor: acaju (avermelhado), fulvo (dourado) admitindo-se manchas brancas pouco extensas no ante peito e nas pontas dos dedos.
Grupo: dos Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços.

Máscara:

1) Máscara preta: prolonga-se muito pouco não devendo invadir a região craniana. Poderá acompanhar ligeiro encarvoamento no crânio, orelhas, pescoço e região ventral do tronco. A trufa será, então, preta.

2) Máscara marrom: [anteriormente conhecida como vermelha ou bistre (2)]: a trufa, nesse caso, é marrom, bem como a orla das pálpebras.

3) Sem máscara: o pêlo é fulvo; a pele parece vermelha (anteriormente conhecida como vermelha). Nesse caso a trufa é avermelhada ou rósea.

Preço: 1500 a 3000 reais


Comportamento

É um excelente cão de companhia, apesar de não ser muito sociável com estranhos, e é um exemplar guardião.

Como típico cão de combate (Na Idade Média tornou-se uma atração em brigas com cães ou outros animais, como lobos e ursos), o Dogue de Bordeaux é um ótimo guardião, no qual assume com vigilância , sem agressividade. É bom companheiro, muito apegado a seu dono e é muito afetuoso. É tranqüilo, equilibrado, e tem um alto grau de reação excitativa. Em geral, o macho tem um caráter dominante.





Texto de Andréa Soares, proprietária do Canil Le Roi Guerrier.
Guardião, forte, musculoso – como um gladiador - dócil e fiel aos donos e companheiro – e põe companheiro nisto. Quem o vê pela primeira vez se encanta. Realmente é um “cachorrão”, cabeça volumosa, peito e patas bastante musculosas, chega realmente a impor respeito ate mesmo a aquelas pessoas que já estão acostumadas a cães grandes.
A primeira vez que vi um exemplar de Dogue de Bordeaux foi numa Exposição do Kennel em Brasília e fiquei literalmente apaixonada. Nunca tinha visto cachorro mais lindo (não que as outras raças não me encantem – na verdade gostaria de ter no mínimo 1 exemplar de cada). Comecei então a fazer pesquisas na Internet sobre a raça e desta forma cada vez mais me convencia de que gostaria imensamente de ter um, dois, três, ..... exemplares.
Em 1987 esta raça corria o risco de desaparecer, o Dogue de Bordeaux era uma raça desconhecida e a dificuldade para encontrar compradores para os filhotes era grande. Foi Hollywood que lançou em 1989 a imagem do Dogue de Bordeaux para o grande público com o filme “Uma Dupla Quase Perfeita” – com Tom Hanks – a partir daí o então cachorro anônimo virou “aquele do filme do Tom Hanks”.
Após ver pela primeira vez um Dogue de Bordeaux comecei a pesquisar sobre a raça e fiquei totalmente apaixonada por este cão. O segundo passo foi convencer meu marido a aceitar mais um cão em casa, pois tenho duas filhas pequenas e com toda esta propaganda negativa sobre cães de guarda seria um “perigo” e já tinha um casal de Shar-pei e um Old English Sheepdog e não sabia se eles iriam se dar bem. Mais arrisquei.
Comprei meu primeiro exemplar aqui em Brasília – uma fêmea acaju – Arusha (agora com 1 ano e meio), ela é extremamente carinhosa e atenta e faz a guarda da casa com perfeição. Depois de 06 meses de convivência com ela percebi que estava no caminho certo. Queria montar um Canil.
Procurei aqui no Brasil outras linhas de sangue, para que possamos evitar doenças hereditárias, mas estamos ainda engatinhando nesta raça. Foi aí que conheci um Canil no México e fiquei encantada com o seu padreador “Campeão Mundial de 1999”, então comprei Guerrero – aquele que seria meu primeiro padreador, seguindo o mesmo destino de seu pai– estrutura, temperamento e tipicidade fora do comum comprovado pelo seu 1º título em pista de Jovem Campeão – Exposição Internacional, Pan Americana e Nacional. Ele completou 1 ano em Dezembro é muito tranqüilo, dócil e não vacila na guarda de nossa residência.
A esta altura me tornei uma criadora compulsiva, sempre a procura de exemplares sem nenhum parentesco e bem típicos. Desta vez foi Andra, uma fêmea que exportei também do México – mas de outro canil – ela ainda é um bebê. Muito doce e meiga e extremamente dedicada na guarda como os outros.
Já tenho em vista outra cadela que desta vez virá da Espanha, mas dela eu conto outro dia.
Os Dogues adoram ficar em companhia do donos, são dóceis e mansos com as pessoas da casa e um pouco reservados com as visitas. Adoram fazer exercícios, correr e inclusive nadar. São muito inteligentes e aprendem muito rápido os hábitos de higiene. E por falar em higiene, um banho a cada 15 ou até mesmo 30 dias é o suficiente, pois não tem odores fortes. Adoram dormir em lugares macio como camas, sofás, almofadas. Nossos cães tem almofadas para tirarem suas sonecas. São extremamente resistentes e quase nunca adoecem.
O CANIL LE ROI GUERRIER, criam seus cães soltos, sem nenhum tipo de confinamento, usamos somente as melhores rações do mercado, fazemos treinamento físico diariamente para manter o bom estado físico e mental de nossos exemplares. Criamos com muito amor a raça com muito carinho e extrema dedicação.


Para saber mais

Société des amateurs de Dogue de Bordeaux


Criadores brasileiros

Canil Le Roi Guerrier
Shamrock Draft Kennel
Canil Saint-Emillion
Canil Tormactus
Canil Abricot



Agradecemos especialmente ao canil Le Roi Guerrier pelo artigo e pelas lindas fotos de seus cães.

Texto: Andréa Soares - Canil Le Roi Guerrier. Proprietários: Andrea Soares e Lizandra Cordeiro - Endereço: SHIS QI 23 – Cond. Ecológico Village III casa 10 – Lago Sul, Brasília – DF - Fone: (61) 427 25 38 Fax: (61) 4273809

Kuvasz




Origem

Por muito tempo, a história das raças húngaras de trabalho foi cercada por várias especulações. Em novembro de 1965 foi publicado o primeiro periódico em língua inglesa, "o Puli". Seu autor foi o húngaro Sándor Palfavy, membro da Alabama Academy of Science, criador da raça Puli por 47 anos. Muitos desses anos foram usados para pesquisas sobre a história dessa raça. 

Sua pesquisa o levou a entrar em contato com outros cientistas húngaros, refugiados, que no mundo livre, trabalhavam em seu antigo projeto, a história do povo húngaro. A longa pesquisa não gerou somente novas informações sobre a história do povo húngaro, mas também sobre a história antiga de três raças húngaras, o Kuvasz, o Puli e o Komondor, que até então era incerta.

A pesquisa do Dr. Palfavy e de seus colegas incluiu um estudo da língua Suméria, Sânscrito, Grego e literatura Latina, assim como um estudo em descobertas das escavações do Vale dos rios Tigre e Eufrates. Eles afirmam que o nome dessas três raças são freqüentemente mencionadas em antigas literaturas. O Kuvasz, o Puli e o Komondor pertenceram e foram domesticados pelos pastores sumérios há cerca de 7000-8000 anos e esses cães os acompanharam durante as viagens da antiga Mesopotâmia até a presente Hungria.

A palavra Kuvasz é Suméria. As primeiras letras "KU", são da antiga palavra suméria para cachorro, "KUDDA". "KUDDA" é feita de duas palavras: "KUN" que significa rabo e "ADA" que significa proferir, dizer. Ou seja, o animal que se expressa com o rabo. "KUDDA" evoluiu mais tarde para "KUTTA" que é usada ainda hoje, por povos que falam a língua dos Dravídeos, cujos ancestrais abandonaram a Mesopotâmia quando conquistada pelos Assírios. A língua húngara moderna, originamente uma língua suméria, tem a palavra "KUTYA". E "ASSA" significa cavalo em sumério. "KU-ASSA" era o cão que guardava e acompanhava os cavalos e cavaleiros.

Em 1931, durante as explorações das ruínas da cidade de Ugarit, na Mesopotâmia, foi encontrada uma placa de argila de 5.000 a.C. Nela estava a inscrição, em escrita cuneiforme, "KU-AS-SA". Essa placa pode ser vista hoje em dia no British Museum, em Londres.

No Museu Oriental de Paris, duas placas de argila estão expostas, e foram encontradas nas ruínas da cidade de Kish por um arqueologista francês. As duas, com inscrições em letras cuneiformes com a palavra "KU-AS-SA".

Também na Mesopotâmia, às margens do Rio Eufrates, havia uma cidade chamada Ur, que floresceu durante o 35º século a.C. e é, inclusive, mencionada no Velho Testamento. Nas ruínas, foram encontradas duas placas de argila que listavam os bens de duas famílias. Além de vários cavalos, ovelhas, e gado, também estavam na lista "Pulik", "Komondorok", oito "KU-AS-SA", de propriedade de uma das famílias, e dois da outra. As placas estão no British Museum.



Outra placa de argila, também com a inscrição cuneiforme, "KU-AS-SA", encontra-se agora no Asmolean Museum, e foi encontrada no local onde situava-se Akkad, uma cidade suméria de 3.000 a.C. ao norte da Mesopotâmia.

Os estudiosos não conseguiram encontrar a origem das palavras Kuvasz, Komondor e Puli, mas as descobertas do Dr. Palfavy não contradizem os fatos históricos, que os húngaros migraram para a atual Hungria vindos da região Ural com seus cavalos, ovelhas e cães, mas determinariam que isso teria acontecido 5.000 anos antes.

Podemos considerar que a criação científica, com registro dos exemplares da raça, teve início no final do Século XIX. E, em 1939, o Kuvasz tornou-se o cão da moda entre os criadores de raças húngaras de grande porte. Esse progresso foi atingido pela Segunda Guerra Mundial.



Os cães sofreram com a falta de comida, vitaminas e remédios. Os canis voluntariamente reduziram seu plantel a um mínimo, e proprietários foram forçados a cederem seus mais valiosos animais para o serviço obrigatório militar e outras complicações do tempo da guerra. Fiéis cães de guarda foram mortos, primeiro por alemães, depois pelas forças ocupacionistas russas.

Ao final da guerra, a raça estava quase extinta. Muito proprietários foram mortos e a maioria dos cães havia morrido ou fugido. Por muito tempo, o serviço de correio ficou interrompido ou irregular, e levou alguns anos para se medir a extensão das perdas. O novo regime russo, considerou a criação de cães como um hobby luxuoso da aristocracia, e tratou-o de acordo. Durante o caos do pós-guerra, criadores se encontraram em segredo para estabelecer uma meta a seguir. Os primeiros filhotes eram vendidos por cigarros e comida, antes da estabilização da moeda.

Logo após a guerra, a cinofilia passou a viver um novo momento, com a rápida melhora da economia na Europa Ocidental.


Características

O Kuvasz é um cão de grande porte, ativo, ao mesmo tempo forte e de passos leves, o que o torna muito elegante. A cabeça, pode ser considerada a parte mais atrativa desta raça. O crânio é alongado, sem ser pontiagudo, com um focinho longo . O comprimento ideal da cabeça é de 45% da altura do cão na cernelha, e a largura, a metade do comprimento. As orelhas são em forma de "V" e medem 50% do comprimento da cabeça, ficando levemente afastadas da cabeça na parte superior e caindo rentes a ela.

Outra característica da raça é o rabo baixo, de pelagem densa. O terço inferior do rabo pode dobrar acima do quadril, mais nunca deve enrolar sobre as costas ou enrolar (em espiral) acima do quadril. O rabo do Kuvasz só vai estar nesta posição, quando estiver em estado de excitação.

O Tamanho do Kuvasz pode variar de 71cm. à 76cm., na altura da cernelha (nos machos) e de 66cm. à 70cm., na altura da cernelha (nas fêmeas). É considerada falta grave altura inferior a 65cm. (nos machos) e 61cm. (nas fêmeas). O peso máximo para a raça é de 50 kg. (machos) e 42 kg. (fêmeas).


Comportamento

O Kuvasz é um cão fascinante, sua beleza e docilidade escondem uma bravura inigualável. É um cão como poucos, muito dedicado a sua família. Um Kuvasz adulto é incapaz de ferir uma criança pequena, pois sabe distinguir muito bem os limites de sua força. Possui um apurado instinto de proteção, e deixa que os pequenos façam dele "gato e sapato". 



É um cachorro educado e curioso, mas também é desconfiado com relação à estranhos. O Kuvasz é inteligente e tem personalidade forte. Trata-se de uma raça que, apesar de ser muito independente, gosta de obedecer e está sempre pronto ao trabalho. 

Para isso precisa ser tratado com respeito, como um membro da família. Eles aprendem com muita facilidade e desde cedo devem saber que é você quem manda. Devemos impor regras ao filhote, pois quanto mais lhe for permitido, mais ele vai parecer teimoso.

Os filhotes são muito ativos e brincalhões. No entanto, o perfil do cão adulto é o de um cão muito tranqüilo e elegante. 

Os kuvasz não gostam de estar presos, são muito sensíveis, carinhosos e adoram companhia, também sentem-se importantes trabalhando para seu dono. A guarda é uma das mais notáveis aptidões do Kuvasz, o que ele faz instintivamente, mas suas habilidades são muitas.



Para saber mais

Kuvasz
Kuvasz Club of America
American Kuvasz Association
Canil Montanha do Arapy



Agradecemos especialmente ao canil Canil Montanha do Arapy pelo artigo e pelas lindas fotos de seus cães.

Texto: Alexandre Xavier - Canil Montanha do Arapy.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Real Time Analytics